domingo, 15 de dezembro de 2013

Sim, Virgínia, Papai Noel existe!

                                 No Natal de 1897,  uma garotinha de 8 anos, chamada Virgínia O`Hanlon Douglas, filha de um médico de Nova York, nos Estados Unidos enviou uma carta para o jornal “The Sun” com a seguinte pergunta:
                               -  “Papai Noel existe?”
                               O jornal através do editorialista Francis Church respondeu e publicou a carta. Foi um sucesso tão grande que o “The Sun” a publicou durante anos, sempre na época do Natal, até seu último número em 1949. O fato repercutiu na imprensa mundial, virou livro com record de vendas nos Estados Unidos.  Ei-la aqui, para encantá-los!
                 
                           " Nós temos o prazer de responder à carta abaixo, expressando ao mesmo tempo nossa gratidão por sua autora estar entre os leitores fiéis do The Sun."
 
CARTA DE VIRGÍNIA

"Eu tenho 8 anos. Alguns dos meus amiguinhos dizem que Papai Noel não existe. Meu pai sempre diz, “se estiver no "Sun”, então existe!”. Por favor, diga-me a verdade: Papai Noel existe?"
                                                       Virgínia O`Hanlon Douglas
    
                      "Virginia, seus amiguinhos estão errados. Eles têm sido afetados pelo ceticismo de uma era marcada pela descrença das pessoas.
                       Eles não acreditam no que não vêem. Eles não acreditam no que suas pequenas mentes não podem entender. Todas as mentes Virginia, são pequenas, não importa se são de crianças ou de adultos.
                      Neste nosso grande universo, o homem é um mero inseto, uma formiga, quando seu cérebro é comparado com o infinito mundo ao seu redor, ou quando ele é medido pela inteligência capaz de absorver toda a verdade e conhecimento.
                     Sim, Virginia, existe Papai Noel.
                     É tão certo que ele exista como existe o amor, a generosidade e a devoção, e você sabe que tudo isso existe em abundância para dar mais beleza e alegria a nossas vidas.
                   Ah! Como o mundo seria sombrio se Papai Noel não existisse! Seria tão triste como se não existissem Virgínias. Não haveria então, a fé das crianças, a poesia, nenhum romance que tornasse tolerável a existência. Nós não teríamos nenhuma felicidade, exceto em nossos sentidos. A luz acesa com a qual as crianças enchem o mundo estaria apagada.
                  Não acreditar em Papai Noel! É como não acreditar nas fadas.
                  Pode convencer o seu papai a contratar homens para ficarem vigiando todas as chaminés, na véspera de Natal, para eles pegarem o Papai Noel, mas mesmo que eles não vejam o velhinho descendo, o que isso prova?
                  Ninguém vê Papai Noel, mas isso não significa que Papai Noel não exista!
                  As coisas mais reais do mundo são aquelas que nem as crianças nem os adultos podem ver.
                  Você já viu fadinhas dançando no gramado? É claro que não! Mas isso não prova de que elas não estejam lá. Ninguém pode conceber, ou imaginar todas as maravilhas que existem, invisíveis e despercebidas, neste mundo.
                   Sim, Virgínia, Papai Noel existe!

Francis P. Church ( 1839-1902)
de The New York Sun, 21 de setembro de 1897